| Extinção da Fusvag é a solução para Pronto Socorro de VG, diz superintendente Jorge Lafetá |
|
|
|
| 15/01/2010 | |
|
De acordo com Lafetá, desde que assumiu a direção do Pronto Socorro, há cerca de um ano, vem executando um trabalho de reestruturação em todos os setores. Outra importante ação destacada pelo superintendente é a política de gerenciamento de resíduos, que hoje é referência para outras unidades de saúde. Além de contar com abrigos diferenciados para lixo hospital e resíduos comuns, o Pronto Socorro também adota a prática de reaproveitamento, reciclagem e troca de produtos – tema de mestrado na Universidade Federal de Mato Grosso. Apesar de citar os avanços, Lafetá reclamou da disparidade no repasse entre Cuiabá e Várzea Grande por parte de governo do Estado. Enquanto o Pronto Socorro da Capital cuiabana recebe recurso na ordem de R$ 2.560 milhões mensais – Várzea Grande tem que se contentar com apenas R$ 426 mil mensais. O médico disse também que o Pronto Socorro várzea-grandense atende cerca de 50 municípios – e até fora do país - citando, um caso de um recém-nascido da Bolívia que foi salvo pelos médicos do município. Em 2009, foram mais de 200 mil atendimentos e mais de oito mil cirurgias. Somente no período de greve, o PS atendeu quase 25 mil pessoas – enquanto o PS da Capital atendeu pouco mais de duas mil. Mesmo o Pronto Socorro de Cuiabá estando em reforma – fechado, continua recebendo o mesmo valor por parte do Estado – e Várzea Grande que triplicou a demanda não teve aumento no valor do repasse. Lafetá disse que em novembro de 2009, a Procuradoria Geral do Município ingressou com uma ação contra o Estado de Mato Grosso - para que os valores fossem revistos – até o momento não há notícia da ação. Além disso, para resguardar a instituição e os profissionais, no mesmo período, eles informaram a situação ao Ministério Público. Quanto à ação proposta pelo Ministério Público Estadual contra o Pronto Socorro para atender os casos de ortopedia – Lafetá disse que já está com o cronograma detalhado para entregar ao MP, especificando dia e o médico que irá realizar as cirurgias. Ao todo são 44 casos – e devem ser solucionados no máximo em 10 dias. O acúmulo de cirurgias, segundo Lafetá, foi ocasionado pela greve dos anestesistas que não aceitaram voltar ao trabalho. Com o agravamento dos casos de dengue no município – o PS realizou só no mês de dezembro de 2009 - 21.140 mil hemogramas – quando o normal são cerca de 700 hemogramas mês. Fim da Greve - Ontem (13.01) os médicos que atendem no Pronto Socorro de Várzea Grande cederam e puseram fim a greve que durou mais de dois meses - causando um verdadeiro caos na Saúde do município. Extinção da Fusvag - O orçamento limitado e, por conseguinte, insuficiente para responder à alta demanda de atendimentos no Pronto Socorro pode levar à extinção da Fundação de Saúde de Várzea Grande (Fusvag). Segundo o superintendente, a unidade passaria a adotar o sistema de gestão plena, vinculando-se à administração da prefeitura, por meio da secretaria municipal de Saúde (SMS). A proposta está adiantada e de acordo com Jorge Lafetá, não é hora de personalismo – e sim trabalhar por um bem comum – se referindo a secretária de Saúde do município, Jaqueline Guimarães que não é favorável a Fusvag deixar de ser uma Fundação. Lafetá explicou que a extinção da Fusvag e a consequente vinculação à prefeitura possibilitariam uma real parceria entre o Pronto Socorro e o poder público municipal, sem as barreiras provocadas atualmente pelo fato da unidade ter gestão independente.Os recursos para a Fusvag vem por meio da transferência Fundo a Fundo, outra fonte de faturamento do Pronto Socorro de Várzea Grande são dois repasses feitos pelo governo federal, por meio do FAE (Fração Assistencial Especializada) e do AIHs (Autorização de Internamento Hospitalar). Jorge Lafetá explicou que desde quando assumiu a superintendência da Unidade conseguiu quase dobrar o recurso captado nesses dois sistemas, pois mantém uma equipe exclusiva fazendo uma espécie de auditoria – que monitora a documentação que comprova todos os atendimentos realizados no local, aumentando assim o repasse recebido. Com essas duas receitas, o faturamento mensal do Pronto Socorro atinge R$ 1,4 milhão – valor que, segundo o superintendente da unidade, é usado para quitar folha de salários e parte dos fornecedores. “O custo para manter o Pronto Socorro de Várzea Grande é muito alto”, declarou. Quanto à proposta de gestão plena e extinção da Fundação de Saúde, Jorge Lafetá informou que a direção do Pronto Socorro aguarda um posicionamento da secretaria municipal de Saúde. Hoje, a unidade possui 170 leitos e atende 23 mil pessoas por mês. “Fazendo um milagre para dar um espaço para cada paciente que nos procura”, finaliza o superintendente. FAE / IAH – Vale ressaltar que o FAE é um montante de recursos referente à quantidade de procedimentos ambulatoriais realizadas pelo Pronto Socorro e a AIH é uma autorização que o município tem para usar com os pacientes que precisam ser internados fora da cidade, uma espécie de garantia de pagamento. |
| < Anterior |
|---|
















